quinta-feira, outubro 22, 2009

Pequenos vasos

Hoje eu não quero tomar muito do teu tempo, mas, queria dizer que a cada relance de olhar, vejo como é confuso levar os dias assim, acumulando sonhos, vontades, afetos, carências e essa ânsia que nos intriga cada dia a mais e a menos. Necessidades que nem terapia colocariam ordem. Há pequenas virtudes que supostamente seriam dedicadas a respectivos vasos, contudo, alguns deles partiram-se pelo caminho. Você toca sua pele e já não compreende o porquê. Bem, uma coisa eu te digo: ' she was beautiful, but, she didn't mean a think to me'.

sexta-feira, outubro 02, 2009

Somos o que cremos

Dentre todos os fatores, conhecidos pelos indivíduos, há um que sempre foi alvo de necessidade plena; esse fator é a esperança. Muitas vezes somos postos em situações convexas, conflituosas; e quando nos sobram meras fagulhas de razão, eis que ela surge.
Com o incrível poder de instigar os homens, faz renascer dentro deles a capacidade de superar adversidades. A habilidade de crer em um determinado acontecimento mostra que muito embora sejamos uma ínfima partícula do universo, o poder de mudança e superação exercido por nós – como indivíduos – é incrivelmente superior ao que podemos conjurar. Também há aqueles que desde a gênese desenvolveram uma característica particular de reclamar de toda e qualquer ocorrência que possa ser utilizada como venda para fazer de suas vidas um singelo sopro, e quando retomam a ideia de que a esperança poderia ter-lhes modificado a existência, esta já passara perante a movimentada avenida dos que acreditaram.


N/A: Apesar do estilo ' forçado', taí o texto.

Clandestino em ti


E eu ainda te lembro cantarolando baixinho ‘ oh darling, please believe me... ’, como se você não soubesse que era a única a colocar-me comovido como o diabo apenas com um olhar. Você sabia, sabia muito bem disso, mas, também soube utilizar dessas artimanhas e de todo o seu encanto para minar todas as minhas felicidades. Não foi mero acaso estarmos naquela festa, afinal, sempre fui de dar preferência ao meu cálice tinto e minhas velhas páginas rabiscadas a um aglomerado comum de indivíduos.
Naquele dia, meu vinho havia acabado.


Athena e Minerva andavam juntas no dia de tua criação para agraciá-la com beleza e sagacidade de tal modo que todos ao nosso redor não tinham outro foco de luz para filtrar, senão teu corpo. Eu, indiferente aos olhares; boemia exacerbada de uns, desencantos de outros, estava meu prazo de social esvair-se para retornar aos meus devaneios particulares, e só procurava um feixe normal que pudesse reter minha atenção por mais alguns minutos.
Você estava lá.

Isso foi como te encontrei nesse derradeiro suspiro de felicidade.

Elevavas-me e me atiravas ao pó. Beijava-me a nuca, mas, continuava calada. Amavas a mim em francês, mas, não proferia o mínimo indício de afeição em nosso próprio idioma. Nessa sequência de jogadas mal ensaiadas, eu te queria sempre mais.
Sempre acreditei deter ao menos o teu carinho, tua atenção, mas, a crença nunca nos é suficiente. A contradição é que essa crença foi o bastante para nutrir meu amor progressivo, meu fascínio – fascinante e ignorante -, nutriu o bastante até que pudesse filtrar a realidade ao meu redor.
Minha redoma trincou.

Mas, os cristais não eram eternos?
Mas, em nosso tempo os indivíduos não eram verdadeiros?
Mas, eu não acreditava em sorte?

- Agora me pergunto por que não posso simplesmente ‘ believe I'll never do you no harm...’ E deixar que Meus devaneios me arrastem, simplesmente.