domingo, maio 31, 2009
Mas, nós sabemos que independente do que aconteça, o orvalho ainda cairá sobre aquelas flores do jardim de ontem; a lua ainda acolherá as estrelas na sua candura natural e a orbita linear não será modificada; as cicatrizes, essas trarão apenas belas lembranças num futuro próximo e eu, eu farei o possível para estar presente - mesmo às vezes ausente - porque a fraternidade é tão gratuita com aqueles que escolhemos quanto com aqueles que a trouxeram desde a gênese.
Isso é só desamor, desculpe, mas, não tem jeito, ostra feliz não cria pérolas.
A uma alma que reluz e ao mesmo tempo tem o poder de encher-me de esperança nas pessoas,
assino com um beijo.
sábado, maio 30, 2009
Milênios no ar

“Talvez seja hora de juntar todos os papéis avulsos que me pertencem e deixar que algumas daquelas palavras sejam levadas pelo vento”; essa é uma das últimas frases que me recordo ter vindo dela.
A chuva não cessava, os encontros pareciam cada vez mais fugazes e aquelas lembranças que tinham o inebriante poder de elevar-me e atravessar-me a alma em milésimos de instantes tornavam-se cada vez mais constantes em mim.
Como poderia algo que te faz tão bem ter tanta intensidade de modo contrário?
Deveria ser por volta das três da manhã quando cheguei em casa. Bem, pelo menos creio que tenha sido essa a marcação do relógio de cabeceira da última vez que o vi. Havia saído naquele sábado; com muita insistência de uns amigos e um leve grau de motivação forjada. Tínhamos combinado de visitar um novo bar da vizinhança. Um lugarzinho do qual todos haviam tirado boas impressões. Se eu já não estivesse tão entregue à necessidade de variar o tédio por fagulhas de poesia, teria preferido o aconchego dos meus livros àquela mesa comum de bar, lotado de pessoas que te observam e parecem te sugar os pensamentos como se não tivessem seus próprios; pois bem, não com pouca relutância, fui. A música não era das piores e o vinho, esse foi um bom companheiro, em cristal que embriagava mais a pupila que o próprio paladar. Conversa vai, conversa vem, mas, havia algo naquele local que me atraia mais que de costume.
A princípio não havia a mínima possibilidade de contato, em segunda estância, mantive meus olhos no canto daquela mesa como um soldado venera a pátria e entrega seus sonhos por ela; logo depois decidi que seria melhor manter-me quieto, afinal, independente do que ocorresse, eu, o velho utópico de sempre, preferia não ter a eminência do contato, mas, converter dentro de mim a certeza de que ao menos por um dos cinco sentidos, aquele era o princípio de paraíso que sempre havia procurado em minhas páginas mal rascunhadas. Comecei a ir com maior frequência aos encontros com os amigos. Uns até me interrogavam pelo motivo da minha mudança repentina, eu, apenas sorria.
Na verdade, continuava a pessoa de sempre, sem ao menos ousar abandonar o casulo, porém, fascinado com a descoberta de uma fresta pela qual enxergava centímetros do mundo e esses mesmos centímetros incumbiam-me à certeza de que por tão sublime fixação valeria a pena correr os riscos e deixar minha proteção casular, constante, companheiro de tempos carentes, para trás. Tornei-me apaixonado pelos vinhos daquele bar e turista errante daqueles olhos que me fitavam com graça demasiada, a noite inteira.
O tempo se passou, ambos nos distanciamos, mas, nunca esquecerei como aquele olhar oferecia-me mais conforto que qualquer um daqueles meus exemplares em brochura.
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Chuvas depois, devaneios; lembranças e a certeza de que naquele intervalo de tempo criado entre ambos, tudo podia ser explicado do modo mais simples e sincero possível. O instante de versos livres, de paixão pronunciada, mas, com toques diferentes, singelos toques que transpassavam as palavras; o olhar. O olhar era o único elo que brindava os sentimentos naquele breve segundo em silêncio - e ambos sabiam que seria uma das únicas coisas a ser lembrada depois de tantos invernos.
quinta-feira, maio 28, 2009
Há um limite?
Talvez o ato de recomeçar seja um dos mais sublimes da espécie humana. Todos passamos por crises, por ínfimas complicações que podem se tornar tão perenes quanto as cheias de um rio, contudo, a nossa capacidade de revertermos a situação é um dom natural, algo que está presente dentro de nós desde a origem.Há inúmeros tipos de pessoas e deste modo, inúmeras formas de adaptar-se a uma situação, de reverter a história ao nosso favor. Vai dizer que de todas as decepções que te ocorreram, não ficou nada de aprendizado? Seja o que for, uma partícula se quer, algo há de ter ficado. Alguns aprendem desde cedo a cultivar as dificuldades e transpô-las sem permitir que isso influencie nas pessoas ao seu redor; também há quem sabe agradecer e da mesma forma que se compõe os sonhos, recriar novas possibilidades, novas saídas. Enquanto isso, o planeta continua em sua órbita. E nós só temos a opção de agradecer por termos estado aqui naquele instante - e não lá.
• Interessante por quê?
http://catracalivre.folha.uol.com.br/2009/05/a-reinvencao-da-vida/
domingo, maio 24, 2009
bem que se quis...
[ Las estrellas; vinte siete; huir; vivir; burlar la ley ]
domingo, maio 10, 2009
perdi, ganhei meu dia
Hoje está chovendo mais que de costume e a consciencia manteve-se mais sóbria que nos outros fins de semana. Um dia comum ao estilo 'café e tevê', contudo diferindo-se dos demais por um mero detalhe - que dessa vez não passara despercebido: agora aqueles mesmos sonhos que poderiam fazê-la cair, tinham sido fortificados e ela que já acreditara em tudo, exceto que seus devaneios suportariam os terremotos da realidade espantou-se ao notar que tudo é tudo e tudo não possui exceções.
O fato é que ela estava lá; não deveria mas, estava.
PLEASURE'S ALL MINE THIS TIME
quinta-feira, maio 07, 2009
Revi meus conceitos, resetei uns sentimentos para dar espaço a outros, reforcei uns sonhos para que eles pudessem suportar os abalos do meu infinito particular, fui e vim desejando nunca ter saído do mesmo lugar e depois, simplesmente concluí que nunca me distanciara daquele distinto porto de calmaria nunca dante visto, exceto a partir de ti.
sábado, maio 02, 2009
Ao invés de estressado eu fico aqui encantado...
Sucker love is heaven sent
You pucker up, our passion's spent
My heart's a tart, your body's rent
My body's broken, yours is bent
Carve your name into my arm
Instead of stressed, I lie here charmed
Cuz there's nothing else to do,
Every me and every you.
Sucker love, a box I choose
No other box I choose to use
Another love I would abuse,
No circumstances could excuse
In the shape of things to come
Too much poison come undone
Cuz there's nothing else to do,
Every me and every you.
Every me and every you,
Every me...he
Sucker love is known to swing
Prone to cling and waste these things
Pucker up for heavens sake
There's never been so much at stake
I serve my head up on a plate
It's only comfort, calling late
Cuz there's nothing else to do,
Every me and every you.
Every me and every you,
Every me...he
Like the naked leads the blind
I know I'm selfish, I'm unkind
Sucker love I always find,
Someone to bruise and leave behind
All alone in space and time
There's nothing here but what here's mine
Something borrowed, something blue
Every me and every you.
Every me and every you,
Every me...he
Placebo.