A pobreza que eles devotam à mocidade
É o que me difunde
Me exaspera, me desilude
E o que há de ser?
-Não há de ser nada
Só o tempo há de alumiar
A confusão daquela mente
[ tão inocente
Que foi tecendo seu desvario em cordel
- Um teatro mágico no papel
E que importância tem isso
Perante meus poucos anos de paixão?
Eis aí, um dilema.
- Teu dilema.
quinta-feira, agosto 27, 2009
domingo, agosto 16, 2009

Dessas atmosferas que tem o poder natural de envolver-te apenas com um singelo toque, quiçá tenha poder suficiente de te elevar e muito embora estivesse a centímetros de ti, ainda captaria teus aromas.
Desses amores que se degusta aos pouquinhos... Que dá vontade de dissolver e parar por uns dez segundos só para apreciar...
Algo que vem e te tira do itinerário... Embriaga teu ser e deixa o singelo rastro de que por essa sensação, você certamente desistiria de todas as outras toxinas alternativas.
Taí, t-o-x-i-n-a, não dá sabor de pronunciar isso? A semântica pode nem instigar tanto assim, aliás, ninguém diria que estou devaneando sobre tal verbete, até que o pronunciamos.
É questão de testar sabores, somente.
Aí depois você para e pensa: ‘Não é que só agora descobri que sou livre pra voar?’
Bem, pelo menos é nisso que eu acredito, mas Tu não precisas acreditar.
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sábado, agosto 15, 2009
E para... e para
Se espera
Se espalha
Se encanta
Beija-se por olhares
E o mundo
o mundo para.
(...)
Se espalha
Se encanta
Beija-se por olhares
E o mundo
o mundo para.
(...)
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quarta-feira, agosto 12, 2009
Cartas Compiladas
'Escribo-te por todos los poetas delirantes, todos los corazones en la deriva que habían encontrado un seguro portuario y que tienden a hacer de este puerto su más sublime certeza.
Del día que me quieras, el brillo de la luna será siempre inexplicable ante meras palabras.
Por ti, Cariño.'
Querido Dia,
Não hei de começar a redigir a partir de ti, mas, como já deves saber, és tu que me renovas a razão de ser tomado por esse ‘sentimento do mundo’ a cada ciclo concluído e a cada iniciado. Não que não houvesse outra forma de escrever-te, contudo, essa foi a primeira que me veio à tona. Há tantas palavras a usar. Há tanto o que expressar. Mas, a serenidade devotada desfaz toda e qualquer necessidade de explicações infinitas. E bem pensando, por mais que buscasse signos para significar minha sucessão de sentimentos, tudo não passaria de um ciclo eterno onde cada expressão seria mais uma e só o que ficasse retido em mim seria a realidade viva. Creio que já tenhamos afinidade o bastante para que tu possas compreender até onde quero chegar.
Há determinado tipo de pessoas que compilaria montes de cartas avulsas, dos melhores aos piores devaneios, só para ter a certeza de que tem matéria suficiente para debruçar-se perante a vida e entregar-se a mais sublime das frenesis: O Encantamento. Contudo, há outras que acreditam ter aprendido o bastante sobre o que se pode ensinar em matéria de (des)Encantamento e por consequência, traduzem aquela sutil frenesi em conforto. Isso mesmo, meu bem: conforto! Não devia ser tão franco, mas, talvez esteja enquadrado nessa singular categoria. Sempre fui desse tipo que só necessita de conforto para delirar mais que meus próprios poetas. É como entoar aos quatro cantos que o que se pede é pouco, pelo menos em tese, mas, em prática torna-se repleto e sublime. Refiro-me aos pequenos atos, mais ínfimos que sejam; sobre letras mal traçadas em linhas de caderno e ilusões de bolso; cheiros que nos ficam impregnados na roupa por toda uma vida... Juntando isso ao fato de estarmos perante um outro alguém que a cada movimento nos desperta o desejo de termos podido estar presente em sua vida deste sempre.
Eu devaneio deveras. Eu te escuto deveras. Eu te quero deveras.
Mas, sabes sobre o que realmente refiro-me, meu bem?
Sobre a sorte de um amor tranquilo e daqui partirmos para onde os bons ventos nos queiram levar... Escrever mais alguns versos para dizer que tudo que tem você me encanta; solos de sax e flautas transversais... Imaginar o que seria e o que vai ser.
Del día que me quieras, el brillo de la luna será siempre inexplicable ante meras palabras.
Por ti, Cariño.'
Querido Dia,
Não hei de começar a redigir a partir de ti, mas, como já deves saber, és tu que me renovas a razão de ser tomado por esse ‘sentimento do mundo’ a cada ciclo concluído e a cada iniciado. Não que não houvesse outra forma de escrever-te, contudo, essa foi a primeira que me veio à tona. Há tantas palavras a usar. Há tanto o que expressar. Mas, a serenidade devotada desfaz toda e qualquer necessidade de explicações infinitas. E bem pensando, por mais que buscasse signos para significar minha sucessão de sentimentos, tudo não passaria de um ciclo eterno onde cada expressão seria mais uma e só o que ficasse retido em mim seria a realidade viva. Creio que já tenhamos afinidade o bastante para que tu possas compreender até onde quero chegar.
Há determinado tipo de pessoas que compilaria montes de cartas avulsas, dos melhores aos piores devaneios, só para ter a certeza de que tem matéria suficiente para debruçar-se perante a vida e entregar-se a mais sublime das frenesis: O Encantamento. Contudo, há outras que acreditam ter aprendido o bastante sobre o que se pode ensinar em matéria de (des)Encantamento e por consequência, traduzem aquela sutil frenesi em conforto. Isso mesmo, meu bem: conforto! Não devia ser tão franco, mas, talvez esteja enquadrado nessa singular categoria. Sempre fui desse tipo que só necessita de conforto para delirar mais que meus próprios poetas. É como entoar aos quatro cantos que o que se pede é pouco, pelo menos em tese, mas, em prática torna-se repleto e sublime. Refiro-me aos pequenos atos, mais ínfimos que sejam; sobre letras mal traçadas em linhas de caderno e ilusões de bolso; cheiros que nos ficam impregnados na roupa por toda uma vida... Juntando isso ao fato de estarmos perante um outro alguém que a cada movimento nos desperta o desejo de termos podido estar presente em sua vida deste sempre.
Eu devaneio deveras. Eu te escuto deveras. Eu te quero deveras.
Mas, sabes sobre o que realmente refiro-me, meu bem?
Sobre a sorte de um amor tranquilo e daqui partirmos para onde os bons ventos nos queiram levar... Escrever mais alguns versos para dizer que tudo que tem você me encanta; solos de sax e flautas transversais... Imaginar o que seria e o que vai ser.
Mío, siempre tuyo, Cariño;
AL
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quarta-feira, agosto 05, 2009
Outra Heroína, por favor
Talvez ela fosse a única pessoa que realmente conhecia o perigo constante que era estar ao seu lado. Não que seja difícil de perceber, mas, digo isso por pura conveniência. Ela sempre esteve lá e sabia do seu discurso como ninguém.
Uma garota que cheirava a adrenalina e remorso; esse tipo singular que precisava de um comparsa e talvez acreditasse que fosse esse meu papel.
Não era do tipo que perdia tudo e lamentava; na verdade, era do tipo que não aceita um ‘ não ’ e segue em frente; nessa situação, creio que ela acabasse recuando e desse seu jeito para demonstrar ao mundo que ‘ não ’ nunca fora uma resposta aceitável. Às vezes atingia seu ápice de loucura. Nesses momentos, até aqueles hospedeiros inconvenientes que lhe juravam paixão associada a total desmerecimento a abandonavam e era aí que nós ficávamos a sós. Eu por ela e ela por mim. Apenas isso.
Nunca recuei quando aos gritos ela entoava que era um Desperdício. Talvez até o fosse. Talvez fosse o meu Melhor desperdício. Como quem sabe a fórmula certa, cada miligrama necessário para alcançar o ponto culminante do seu próprio caos. Isso que me atraia e essa frenesi nos prendia mais a cada segundo.
Digo-lhe que é deveras semelhante a quem foi cúmplice – não por vontade própria, mas, por ironia do destino – de um crime. Ela era o meu crime. E além de todas as agitações dessa cidade, a única que realmente me trazia paz. Não era incomum chegar em casa e ouvi-la dizer o quanto a sociedade é cruel, as pessoas hipócritas e a inconstância dos fatos a enojavam. Nem era tão simples quanto pode parecer, vindo de alguém que é por tradição, calmo e sincero como eu, mas, mesmo sabendo que no fundo a única necessidade eminente dela fosse a ajuda psicológica, adorava como ela sutilmente tinha o poder de distrair-me.
Aproximava-se e argumentava que eu só preciso de mais uns dias de férias, uma bebida qualquer e seus beijos avulsos.
Aquele jogo de sentidos foi uma das coisas que mais me intrigou durante um longo período, contudo, era por ele que eu lutava todos os dias. Era por ela, mais uma das minhas Heroínas dilacerantes. Pelo vício que tinha o poder de consumir-me e pela fascinação que me tornava mais um ignorante dentre tantos. Quer saber? Eu agradeço por ter aprendido com ela que é necessário perdermos tudo para percebermos a real liberdade.
Uma garota que cheirava a adrenalina e remorso; esse tipo singular que precisava de um comparsa e talvez acreditasse que fosse esse meu papel.
Não era do tipo que perdia tudo e lamentava; na verdade, era do tipo que não aceita um ‘ não ’ e segue em frente; nessa situação, creio que ela acabasse recuando e desse seu jeito para demonstrar ao mundo que ‘ não ’ nunca fora uma resposta aceitável. Às vezes atingia seu ápice de loucura. Nesses momentos, até aqueles hospedeiros inconvenientes que lhe juravam paixão associada a total desmerecimento a abandonavam e era aí que nós ficávamos a sós. Eu por ela e ela por mim. Apenas isso.
Nunca recuei quando aos gritos ela entoava que era um Desperdício. Talvez até o fosse. Talvez fosse o meu Melhor desperdício. Como quem sabe a fórmula certa, cada miligrama necessário para alcançar o ponto culminante do seu próprio caos. Isso que me atraia e essa frenesi nos prendia mais a cada segundo.
Digo-lhe que é deveras semelhante a quem foi cúmplice – não por vontade própria, mas, por ironia do destino – de um crime. Ela era o meu crime. E além de todas as agitações dessa cidade, a única que realmente me trazia paz. Não era incomum chegar em casa e ouvi-la dizer o quanto a sociedade é cruel, as pessoas hipócritas e a inconstância dos fatos a enojavam. Nem era tão simples quanto pode parecer, vindo de alguém que é por tradição, calmo e sincero como eu, mas, mesmo sabendo que no fundo a única necessidade eminente dela fosse a ajuda psicológica, adorava como ela sutilmente tinha o poder de distrair-me.
Aproximava-se e argumentava que eu só preciso de mais uns dias de férias, uma bebida qualquer e seus beijos avulsos.
Aquele jogo de sentidos foi uma das coisas que mais me intrigou durante um longo período, contudo, era por ele que eu lutava todos os dias. Era por ela, mais uma das minhas Heroínas dilacerantes. Pelo vício que tinha o poder de consumir-me e pela fascinação que me tornava mais um ignorante dentre tantos. Quer saber? Eu agradeço por ter aprendido com ela que é necessário perdermos tudo para percebermos a real liberdade.
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